Tradições da região
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A Festa dos Rapazes
Perde-se na memória dos tempos... Está viva na Lombada...
Persistência milenar de um velho rito de puberdade. Diz o abade de Baçal: «A festa dos rapazes, celebrada em muitas aldeias do concelho de Bragança (...) no dia 26 de Dezembro ou no dia 6 de Janeiro, em que os moços percorrem durante dois dias a povoação, mascarados, vestidos de fatos felpudos de variadas e burlescas cores, soltando i-gu-gus estrídulos ao som da gaita de fole, que fazem lembrar o ululantem carmina (a-la-lah, também muito usado), a que já Sílio Itálico aludia no seu tempo...»
In Trás-os-Montes. Exposição portuguesa em Sevilha, 1929, p.12.

Casa do Abade de Baçal:

Vilar Seco de Lomba:
Fica a caminho da aldeia espanhola da "À
Trave", indo pela Ponte Velha. A designação é esta, porque, diz a lenda, por diversas vezes foi
lá vista uma moura a pentear-se com um pente de ouro.
"Alta vai a lua alta/ Como ao sol ao meio dia/mais alta ia Nª Senhora quando do céu descia..."
Um grupo gritava:
-"Serrai a velha do cortiço para a panela"
O outro respondia:
-"Deixai-a coitadinha..."
As velhotas que se assumiam não se importavam , riam. As outras, que não
achavam graça nenhuma, ripostavam atirando-lhes o que tivessem à mão... água por
ex.º.
Antigamente, sempre que caia uma tempestade, o povo
corria à igreja de São Julião... agarravam em
Santa
Bárbara e traziam-na para o adro, colocavam-na à chuva, e rezavam para que a
natureza se acalmasse.
Diz-se que resultava. De tal forma, que uma capela prometida à santa, foi-lhe agora
erigida.
Quando rapazes ou raparigas adoeciam levavam-nos a uma encruzilhada com os pulsos amarrados. Rezava-se e com uma tesoura cortava-se o fio que personificava o aranganho. Cortando-o curava-se a criança do mal.
Sabe mais o velho no esquecido Do que o novo no lembrado |
O saber é o da experiência e esta têm-na os velhos. É com eles que se aprende e não nos livros. O seu conselho é ouvido com respeito. |
| Se os novos soubessem E os velhos pudessem... |
Este é o padrão de vida antigo, que é ainda compulsivo para a maior parte dos camponeses, mundo já raro entre nós e talvez único na Europa, que o Parque ainda oferece a quem o queira visitar. |
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