| A aldeia de Vilar Seco de Lomba | As adegas |
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Compreende a Vila e o Arrabalde.
Estende-se ao longo do serpentear da estrada
que entra pelo meio da aldeia, passa pelo desactivado quartel da Guarda Fiscal, pelos
antigos Paços do Concelho, deixa no meio o pelourinho semi-destruído e
entra no Arrabalde, teimando em dividir o velho casario de um lado e de outro.
A aldeia não conta hoje com mais de 55 habitantes.

Predomina a casa tradicional de
blocos de xisto, melhor ou pior afeiçoados.
Já não coberta de lousa, nem com colmo; em baixo
mantém-se o gado, o cortelho dos porcos, o celeiro, a ferramenta; em cima, a cozinha,
onde se come e conversa à roda do lume, o escano a servir de assento e mesa e os quartos
de dormir.
Aqui e ali uma casa nova descaracteriza o ambiente.

O "carabelho" Esta fechadura de madeira servia para fechar a adega, o cortelho, o celeiro, tudo...
Enterram-se no xisto e cobrem-se de
colmo para melhor conservarem
os vinhos. Localizam-se todas na encosta de um monte
próximo.
Os lagares de vara, de antiquíssima origem ainda estão vivos em Vilar Seco, com a
novidade de o vinho sair para as adegas enterradas.
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