Pólo da UTAD "às moscas"

Vagas por preencher em Miranda do Douro

(Artigo publicado no Público,
edição de 6 de Novembro de 1999)
Público

Mais um ano de admissões ao ensino superior e mais um ano em que o Pólo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em Miranda do Douro sente grandes dificuldades para preencher as vagas disponíveis. Os dois cursos existentes - Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento e Trabalho Social - mereceram este ano 50 vagas cada; mas nas duas primeiras fases de ingresso no ensino superior entraram três alunos no primeiro e seis no segundo. No total, ficaram disponíveis 91 lugares.

O director deste pólo da universidade, Vasconcelos Raposo, diz que a situação é perfeitamente normal, uma vez que os cursos em causa (nomeadamente Antropologia) possuem critérios de admissão muito rigorosos: "Nesta primeira fase não tínhamos a ambição de preencher todas as vagas. A UTAD exigiu a nota mínima de 10 em todas as provas e nestes cursos em Miranda são requeridas duas provas especificas: o Inglês é obrigatório e depois existe ainda outra prova noutra área especifica." Ora "o número de alunos que satisfazem estes requisitos é reduzido", argumenta Vasconcelos Raposo.

Perante os dados existentes, o director não tem, aliás, dúvidas em afirmar "ter havido um claro aumento de candidatos em relação ao ano passado". E a sua convicção é de que a tendência "é para melhorar" assegura.

Até agora, as notas mínimas de ingresso foram cumpridas. O último dos três alunos a entrar, em Miranda do Douro, para Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento, fê-lo com 14 valores. Vasconcelos Raposo está confiante que na terceira fase de candidatura o panorama possa mudar, como de resto aconteceu no ano passado. Inicialmente, o pólo arrancou com três estudantes, mas na terceira fase do ingresso houve mais cerca de 30 alunos que deram entrada nos dois cursos existentes.


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Última actualização: 6 de Novembro de 1999
Autora: Ana Fragoso (Público)
Responsável: Reis Lima Quarteu