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(Artigo publicado no Público, edição de 15 de Maio de 1999) |
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Cerca de quatro centenas de criadores de gado de Miranda do Douro aproveitaram ontem a deslocação a esta cidade de um administrador da comissão liquidatária do IROMA (Instituto de Regulação e Orientação dos Mercados Agrícolas) para deixarem claro que não aceitam o encerramento do matadouro local. Esta unidade de abate vai fechar as portas no final deste mês por falta de condições higieno-sanitárias, segundo sentenciou o secretário de Estado da Modernização Agrícola e Produção Agro-Alimentar, Luís Vieira, na passada quarta-feira, durante a inauguração da segunda edição da "Carníssima" - festival da carne que decorre até amanhã no pavilhão de exposições do Núcleo Empresarial de Bragança.
A decisão não agradou ao presidente da Câmara de Miranda do Douro, o social-democrata Manuel Rodrigo, que exigiu uma deslocação a esta cidade do responsável do IROMA, para explicar aos criadores e aos talhantes as razões do fecho do matadouro. Ainda antes da reunião, os criadores presentes, munidos de alguns cartazes, fizeram ouvir os seus protestos, mostrando a sua oposição à ideia de terem que abater os animais no matadouro do Cachão.
Apesar da contestação, o administrador insistiu que o fecho daquela unidade de abate é irreversível, embora possa ser provisório. A pedido do autarca, o administrador do IROMA vai tratar de quantificar as alterações e melhoramentos exigidos, para então a Câmara de Miranda do Douro decidir se faz esse investimento ou se parte para a construção de uma nova unidade de abate.
Até lá, e enquanto o matadouro estiver encerrado, o administrador do IROMA comprometeu-se a garantir o transporte dos animais para o Cachão sem qualquer custo adicional para os criadores mirandeses. Uma oferta que acabou por serenar os produtores.
Última actualização: 23 de Julho de 1999
Responsável: Reis Lima Quarteu