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(Artigo publicado no Público, edição de 13 de Junho de 1999) |
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O Plano Nacional de Regadios para o período 2000-2006 prevê um investimento de 18 milhões de contos em Trás-os-Montes, o que vai permitir regar mais oito mil hectares de terrenos. A zona de Sambade, em Alfândega da Fé, situa-se entre as privilegiadas. Nela será construída uma barragem para regadio, tendo anteontem o secretário de Estado da Modenização Agrícola e Qualidade Alimentar, Luís Vieira, dado luz verde para a execução do respectivo projecto. A obra deve arrancar no primeiro trimestre do ano 2000.
"Esta infra-estrutura vai permitir regar cerca de 200 hectares e a construção da barragem vai iniciar-se no primeiro trimestre do próximo ano", afiança o governante. Este investimento envolverá uma verba na ordem de meio milhão de contos, co-financiado com fundos comunitários. Manuel Cunha, presidente da Câmara de Alfândega da Fé, frisa que o empreendimento vai permitir "triplicar a área de cerejal e ainda terminar o abastecimento de água controlada a todas as localidades do concelho". A barragem há várias décadas reivindicada deverá estar concluída em 2002.
Luís Vieira anunciou ainda, durante a sua deslocação a Trás-os-Montes, que o encerramento dos lagares de azeite que não possuam todas as condições ambientais impostas pelo Governo, previsto para Dezembro de 1999, pode eventualmente ser alargado. "O problema está a ser equacionado, mas temos de ser realistas acerca desta matéria: se efectivamente houver ainda um grande grupo de lagares que, por qualquer razão, não tenham encontrado as melhores soluções em termos de investimento, teremos de equacionar o problema de haver um prolongamento do prazo", refere.
Em Trás-os-Montes e Alto Douro, existem cerca de 270 lagares e apenas dez por cento respeitam as regras ambientais. O Estado permite que estas unidades efectuem ainda a campanha de Novembro, mas, depois disso, apenas "mediante o estabelecimento de acordos com os operadores, em que os mesmos se responsabilizem a criar as condições impostas por lei, vamos permitir que continuem em funcionamento", afirma Luís Vieira.
Por fim, o secretário de Estado falou da situação dos matadouros na região. A 31 de Maio, encerrou o matadouro de Miranda do Douro, por não reunir as condições sanitárias exigidas pela Comunidade Europeia. Entretanto, a única unidade de abate a funcionar no distrito de Bragança, o matadouro do Cachão, encerrou temporariamente para obras. Actualmente, os produtores de gado têm de transportar os animais até o matadouro de Penafiel para serem abatidos, nomeadamente os bovinos de raça mirandesa. Vieira garantiu que, "dentro de dez dias", a unidade do Cachão vai estar de novo a laborar, anunciando ainda que, depois das legislativas, novas estruturas de abate vão ser financiadas na região. Na forja, estão os matadouros de Bragança e de Vinhais.
Últimaactualização: 23 de Julho de 1999
Autora: Ana Fragoso (Público)
Responsável: Reis Lima Quarteu