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(Artigo publicado no Público, edição de 10 de Julho de 1999) |
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No Tribunal de Vila Flor decorreu anteontem uma audiência dos credores da Lacticínios Progresso. A juíza tem agora quatro dias para se pronunciar acerca dos destinos a dar a esta empresa, que encerrou há cerca de um ano deixando, no total, mais de um milhão de contos de dívidas. A possibilidade de viabilizar de novo o empreendimento foi defendida quer pelos agricultores quer pela banca, uma solução, aliás, avançada antes da audiência pelo presidente da Federação dos Agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (FATA), Abreu Lima: "Queremos, em primeiro lugar, reaver os nossos créditos e estamos dispostos a participar numa futura gestão da empresa se a opção for a viabilização do projecto. Não gostaríamos é que esta empresa desaparecesse da região" avançou.
A FATA representa, neste processo, 125 agricultores da região, que no seu conjunto reclamam 200 mil contos. Entre os maiores credores está o sector bancário. A Lacticínios Progresso contraiu uma dívida com o BCP e o BPA na ordem dos 112 mil contos, 50 mil com o Banif e 30 mil contos com a Caixa de Crédito Agrícola.
Na véspera desta audiência, cerca de 70 produtores de leite de quatro concelhos - Alfândega da Fé, Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso - reuniram em Macedo de Cavaleiros e três soluções foram colocadas em cima da mesa: o pedido de falência da empresa; a sua viabilização; ou aguardar algum tempo para ver se aparece algum investidor interessado. Recuperar a "Progresso" e torná-la produtiva parece ser a ideia que mais agrada a todos os credores. Cabe agora ao Tribunal de Vila Flor tomar uma decisão.
Última actualização: 11 de Julho de 1999
Autora: Ana Fragoso (Público)
Responsável: Reis Lima Quarteu