Barragem do Sabor não é essencial

(Artigo publicado no Público,
edição de 17 de Março de 2000)
Público

Um aspecto do vale do rio Sabor

A Barragem do Sabor ainda vai fazer correr muita tinta. Os ecologistas têm ainda alguns argumentos para tentar convencer o Governo a deixar em paz o único rio selvagem de Portugal.

Na "guerra" contra a construção da barragem do Baixo Sabor, os ambientalistas receberam um trunfo importante de onde menos esperavam: do Ministério da Economia. No documento sobre o Plano de Expansão do Sistema Eléctrico de Serviço Público, aprovado pelo ministério de Pina Moura em 1999, é admitido que, em alternativa à construção de um gigantesco empreendimento naquele afluente do Douro, as necessidades energéticas nacionais poderiam ser colmatadas com a "realização de reforços de potência de aproveitamentos hidroeléctricos existentes". "Parece razoável admitir a substituição do Baixo Sabor pelo reforço de potência do escalão de Picote" e "a reserva estratégica de água seria então constituída pelo médio/alto Côa, mediante os escalões de Senhora de Monforte e de Pêro Martins, os quais, no seu conjunto, poderão apresentar um armazenamento total da ordem de cerca de 580 hectómetros cúbicos de água", pode ler-se no referido documento.

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Última actualização: 24 de Março de 2000
Fotografia: Copyright © de Público
Autor: Pedro Garcias (Público)
Responsável: Reis Lima Quarteu