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(Artigo publicado no Público, edição de 4 de Novembro de 1999) |
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Começa hoje e termina no próximo sábado o VII Congresso Internacional de Antropologia, que este ano decorre no pólo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Miranda do Douro. O programa do evento inclui a projecção de filmes etnográficos, debates, visitas de estudo e mais de 40 comunicações em 6 línguas diferentes (português, mirandês, galego, andalus, castelhano e inglês) de autoria de 45 oradores provenientes de 16 instituições de Espanha (Galiza e Catalunha), França, Portugal, Angola, Brasil, EUA e Uruguai. Ao todo são 260 os participantes no congresso, que, segundo Vasconcelos Raposo, director do polo mirandês da UTAD, têm dois objectivos principais: "integrar os estudantes deste polo na comunidade de estudantes de antropologia a nível internacional; promover a UTAD em Miranda e os dois cursos que ela oferece (Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento e Trabalho Social)".
Vasconcelos Raposo acrescenta que o congresso é também uma forma de promover esta região do interior, com graves problemas de desertificação, "porque o curso de Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento, como o próprio nome o diz, não é só um curso de licenciatura, é também uma maneira de intervir no desenvolvimento, através dos projectos de investigação, do levantamento das necessidades e do delinear de estratégias para o desenvolvimento". Este primeiro dia de trabalhos vai terminar com um magusto, amanhã vão efectuar-se uma série de visitas guiadas e no sábado serão apresentadas as conclusões do encontro.
Última actualização: 6 de Novembro de 1999
Autora: Ana Fragoso (Público)
Responsável: Reis Lima Quarteu