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(Artigo publicado no Mensageiro de Bragança, edição de 25 de Junho de 1999) |
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De facto, assim aconteceu no pretérito dia 16 deste Junho corrente, na localidade de Palaçoulo, onde está situada a sede da denominada Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Terras de Miranda do Douro.
Foi pelas nove e meia, hora em que a gente destas bandas anda em azáfama pelo campo ou se encontra aplicada nos trabalhos das fábricas, das oficinas e de outras ocupações laborais desta progressiva aldeia de Palaçoulo. Aconteceu, então, que, naquela hora de escassa afluência de clientes, um indivíduo estranho ao pessoal da Caixa, de estatura média, cabelo preto, olhos com a tonalidade de azul clara e de idade aparentemente compreendida entre os quarenta e cinco e os cinquenta anos, entrou no edifício empunhando uma pistola e declarando que era um assalto. Mantendo os três funcionários sob rigoroso controlo, obrigou um deles a fechar a porta de entrada e a colar nela um letreiro com os dizeres: "Encerrada até às 10 horas". A partir de então, tratou de "limpar" o dinheiro que havia na caixa escamoteável, no cofre de serviço e no cofre da própria caixa forte. Por pouca sorte (para ele), determinados cuidados de gestão evitaram que o ousado assaltante se locupletasse com os valores contidos nos seus cálculos em relação a uma instituição deste género, que também dispõe de uma delegação em Miranda do Douro.
Terminada a operação, o indivíduo arrancou imediatamente num automóvel de marca ROVER, cor verde, tendo sido detectada a sua passagem, em correria desenfreada, nas localidades de Vilar Seco e Caçarelhos, possivelmente rumo a Espanha, pela fronteira das Três Marras.
Logo de seguida, compareceu a GNR do posto de Sendim e, decorridas várias horas, a Polícia Judiciária, que terá relacionado este assalto com mais uns quantos que o mesmo tratante tem feito a agências bancárias do centro do País, à média aproximada de um por mês.
Fundada apenas em 1987, esta Caixa Agrícola é, ainda, de pequena dimensão, mas já ocupa o 12.º lugar no rating apurado entre todas as Caixas congéneres do País, com o invejável rátio de solvabilidade de 19,14 por cento, um dos melhores de todo o Crédito Agrícola Mútuo.
Última actualização: 2 de Outubro de 2000
Responsável: Reis Lima Quarteu