Bragança apoia a conversão em "autovía" da N-122 espanhola até à fronteira

(Artigo publicado no Mensageiro de Bragança,
edição de 28 de Janeiro de 2000)
Mensageiro de Bragança

Juán José Lucas apresentou em Bragança o Plano de Estratégia Rodoviária desenhado pela Junta de Castela e Leão para ter acesso ao programa europeu Interreg III.

Para a Região Norte de Portugal e, consequentemente, para a comunidade do Distrito de Bragança, a conversão em auto-estrada da N-122 espanhola de Zamora à fronteira de Quintanilha-San Martin del Pedroso é questão prioritária.

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O conjunto de trabalhos a realizar na rede viária, só do lado espanhol, atinge os 152.100 milhões de pesetas, montante que vai muito além do financiamento que poderá chegar pela via do programa Interreg.

Vejamos cada uma das ligações rodoviárias em concreto:


N-122 - Zamora-Quintanilha (por Alcañices): 40.000 milhões de pesetas

Para a Junta de Castela e Leão, a prioridade das prioridades vai para a construção de uma "autovía" entre Zamora e a fronteira portuguesa de Quintanilha-San Martin del Pedroso, com passagem por Alcañices, a fim de se encontrar com o IP-4 naquela localidade raiana.

Pretendendo as autoridades de Trás-os-Montes pressionar o seu governo para que o IP-4 passe a auto-estrada, é mais que normal e necessário que a N-122 passe também ela a "autovía".

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Zamora-Miranda do Douro (por Villalcampo): 800 milhões de pesetas

Trata-se de um eixo de penetração desde a cidade de Zamora com destino a Miranda do Douro, a cerca de 50 quilómetros apenas.

De acordo com os estudos feitos, esta ligação é prioritária à ligação de Zamora-Bermillo-Moralina.

Toda a estrada que liga Zamora a Miranda do Douro terá que ser sujeita a obras de grande vulto, sendo de salientar o melhoramento do troço entre Ricobayo e Moralina, num total de 16 quilómetros.

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Zamora-Portugal (por Fermoselle) 500 milhões de pesetas

Outro acesso espanhol ao distrito de Bragança a melhorar tem a ver com a ligação entre Zamora e Fermoselle, com acesso à zona sul do nosso Distrito, por Mogadouro.

Caso se realizem melhoramentos substanciais nesta entrada em Portugal, obviamente que do nosso lado as estradas terão de sofrer alguns melhoramentos, por forma a encontrarem uma ligação mais rápida e segura ao IP-2.

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Última actualização: 1 de Fevereiro de 2000
Autor: Inocêncio Pereira (Mensageiro de Bragança)
Responsável: Reis Lima Quarteu