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(Artigo publicado no
Jornal Digital,
edição de 6 de Março de 2000) |
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O consumidor de carne de bovino está a ser enganado nos restaurantes e nos talhos, como resultado de uma «autêntica vigarice» - denunciam responsáveis das Associações de Criadores de Bovinos Mirandês e Maronês.
Virgílio Alves, Professor Universitário na UTAD e presidente da Associação de Criadores de Bovino Maronês, não tem dúvidas em afirmar que «o consumidor está a ser enganado quando compra carne importada nos talhos como se for a carne de raça autóctone ou nos restaurantes vê na ementa posta de carne à maronesa ou à mirandesa».
A carne resultante de bovinos autóctones de raça maronesa e mirandesa é uma carne com certificado de origem, produzida segundo normas europeias a partir de animais criados em pastos naturais e sem a utilização de rações industriais, o que lhe confere características organolépticas especiais, as quais tornam o produto apetecível e de qualidade garantida, de que resulta a prática de preços mais caros. Porém e segundo denúncias vindas a público, também por parte de Fernando de Sousa, Presidente da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa, restaurantes e talhos, em praticamente toda a região Norte, fornecem carne de origem duvidosa, importada, como se for a carne maronesa ou mirandesa.
Segundo Virgílio Alves, só as Associações de Criadores podem certificar a origem da carne e autorizar os restaurantes e os talhos a exibirem os respectivos certificados. Porém, inclusive, conforme declarou, «mesmo em Vila Real, só há um restaurante está autorizado e certificado como utilizador de carne de maronês».
No dizer dos presidentes das duas associações de criadores, «está a praticar-se um crime, uma vigarice», o que na sua opinião «deve-se à falta de fiscalização à origem da carne e à utilização de rótulos».
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Última actualização: 19 de Junho de 2000
Fotografia: Copyright © de
Centro de Informática da UTAD
Autor: Orlando Inocentes
(Jornal Digital)
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Reis Lima Quarteu