Reforço de meios para combater fogos nas áreas protegidas

Mais brigadas de sapadores, pontos de água e controlo aéreo

(Artigo publicado n'O Comércio do Porto,
edição de 29 de Fevereiro de 2000)
O Comércio do Porto

O apoio dos meios aéreos no combate aos fogos florestais nas arribas do rio Douro é a principal aposta do Parque Natural do Douro Internacional para este ano, revelou o director da área protegida, Domingos Amaro.

"Os meios aéreos são fundamentais no combate aos incêndios nas zonas das arribas porque, por muitos caminhos que se abram, há zonas onde o acesso por terra é impossível", afirmou, justificando a "necessidade de criar condições para uma rápida intervenção e maior eficácia em caso de incêndio".

Com vista à criação destas condições, a direcção do parque pretende recuperar uma antiga pista, onde há cerca de 30 anos não aterram aviões, para servir de base de apoio.

A pista foi construída para uso próprio de uma empresa que há largos anos deixou de utilizar esta infra-estrutura situada junto à localidade de Santiago, no concelho de Mogadouro.

A sua localização é considerada "estratégica" para apoio ao combate aos incêndios florestais, visto encontrar-se entre dois pontos de água - as barragens de Penas Róias e Mogadouro - que servem para reabastecimento.

Para recuperar a pista, a direcção do Parque Natural do Douro Internacional vai incluir as respectivas obras no plano de actividades a candidatar a financiamentos da Comissão especializada de Fogos Florestais (CEFF).

A medida doi recentemente discutida numa reunião entre o coordenador da comissão e os representantes das áreas protegidas de Trás-os-Montes, que serviu para a CEFF acertar com os responsáveis pelos parques do Alvão, Peneda-Gerês, Montesinho e Douro Internacional a estratégia para as acções de prevenção dos incêndios, que serão levadas a cabo localmente e cujos planos devem estar concluídos até 15 de Março.

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Última actualização: 15 de Março de 2000
Responsável: Reis Lima Quarteu