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(Artigo publicado n'O Comércio do Porto, edição de 22 de Fevereiro de 2000) |
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O Centro Rural do Planalto Mirandês e a Câmara Municipal de Vimioso vão gastar cerca de 22 mil contos para mudar a face ao Castelo de Algoso. A 1ª fase já está a decorrer e contempla a impermeabilização da torre de menagem e ameias, melhoria dos acessos e iluminação.
Para o presidente da Câmara Municipal de Vimioso (CMV), José Miranda, os trabalhos "vão retirar à autarquia uma grande preocupação, pois se o castelo se mantivesse como estava corria o risco de ruir".
A primeira tentativa para recuperar o castelo surgiu na década de 80, mas o IPPAR, alegando falta de meios financeiros, não avançou com nenhuma intervenção.
A implantação do Centro Rural do Planalto Mirandês, um mecanismo financiado pelo programa Leader, garantiu à CMV uma comparticipação financeira de 14 mil contos, uma verba que possibilitou o arranque da primeira fase das obras, juntamente com o projecto de recuperação que foi fornecido pelo IPPAR.
Após a conclusão dos trabalhos que estão a decorrer, a autarquia pretende avançar com a segunda fase das obras, cujo projecto já está aprovado pelo IPPAR, que contempla o arranjo da zona envolvente do castelo e a cobertura da torre de menagem. Segundo José Miranda, trata-se de "uma intervenção indispensável para dar condições aos turistas que queiram desfrutar da paisagem deslumbrante que se pode ver a partir do castelo".
De acordo com o autarca, já está também adjudicado um estudo histórico para situar o Castelo de Algoso no tempo de forma rigorosa, disponibilizando a informação aos visitantes.
Lagostins regressam ao rio Angueira
Outro dos projectos que está inserido no Centro Rural do Planalto Mirandês é o repovoamento do lagostim do rio Angueira, uma espécie que desapareceu daquele curso há cerca de 10 anos.
Para fazer o lagostim regressar ao Angueira, a CMV assinou um protocolo com a Direcção Geral de Florestas e a Universidade de Évora. Trata-se de um projecto de 10 mil contos, que, segundo José Miranda, já está em fase de experiência. "Estão a ser feitas experiências no rio Angueira com o lagostim de patas brancas, que é o original", revelou o edil.
Baseando-se em dados fornecidos pelos técnicos que têm acompanhado o processo, o autarca referiu que "os lagostins não têm morrido, pelo que o repovoamento efectivo poderá ser um êxito".
Para aproveitar as potencialidades do rio, o Centro Rural e a autarquia avançaram com uma praia fluvial entre Vale de Algoso e Uva, um espaço que custou 12 mil contos e que dispõe de uma represa, um pequeno parque de merendas, assadores e balneários.
Última actualização: 22 de Fevereiro de 2000
Fotografia: Copyright © de Concelho de Vimioso
Autor: João Campos (O Comércio do Porto)
Responsável: Reis Lima Quarteu