Tentativa de rapto em Águas Vivas

GNR e PJ evitam o pior

(Artigo publicado no Diário de Trás-os-Montes,
ediçáo de 26 de Junho de 2001)
Diário de Trás-os-Montes

Se não fosse a acção da GNR e da Polícia Judiciária, uma jovem de 17 anos, residente em Águas Vivas, no concelho de Miranda do Douro, teria sido raptada.

Tudo aconteceu na tarde de anteontem, quando três indivíduos da região do Grande Porto se deslocaram à aldeia da jovem, forçando-a a entrar na viatura em que viajavam. O pai da jovem ainda tentou fazer parar os suspeitos, mas as ameaças com uma arma de fogo levaram o progenitor a desistir de resgatar a filha.

A vítima foi então obrigada a viajar com os indivíduos até ao cruzamento de Fejão, perto de Mondim de Basto, onde a GNR acabaria por interceptar a viatura, um Honda Civic de cor preta.

De acordo com o comandante da GNR de Vila Real, major António Fernandes, foi a atitude do condutor da viatura que acabou por denunciar a situação. É que o automóvel em que seguia a jovem e os alegados raptores não respeitou um sinal de STOP, nas proximidades de Murça. A situação levou os agentes da Brigada de Trânsito da GNR a iniciarem uma perseguição policial, dado que, após o alerta dado pelos pais da vítima, as autoridades colocaram no terreno uma acção de controle em diversas estradas da região.

A perseguição culminou com a detenção dos três indivíduos que, ao que foi possível apurar, trabalham como seguranças em estabelecimentos de diversão nocturna da região do Porto.

No automóvel foram encontrados duas armas: uma de calibre 6.35 mm e outra de calibre de guerra. Nenhuma delas tinha licença e estavam escondidas por baixo do “capot” da viatura, de forma dissimulada.

Em Águas Vivas, o ambiente é de choque. A população prefere não falar do assunto, pelo que, à hora do fecho desta edição, os motivos do alegado rapto ainda não são conhecidos.


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Última actualização: 16 de Setembro de 2001
Autor: João Campos (Diário de Trás-os-Montes)
Responsável: Reis Lima Quarteu