Rapto ou fuga de casa?

Mistério em Águas Vivas

(Artigo publicado no Diário de Trás-os-Montes,
ediçáo de 27 de Junho de 2001)
Diário de Trás-os-Montes

Rapto ou fuga de casa? Eis a questão que ficou sem resposta, após três indivíduos terem sido acusados de rapto duma jovem de 17 anos, residente em Águas Vivas, no concelho de Miranda do Douro.

O caso remonta a domingo, quando um grupo de três homens, presumivelmente seguranças de discotecas da zona do Grande Porto, se deslocou àquela aldeia com o propósito de levar a jovem para o Porto.

O caso deu-se à porta da casa da jovem, onde se encontrava na companhia do pai. O progenitor tomou a atitude como se de um rapto se tratasse, tendo alertado a GNR de Miranda do Douro para o sucedido, o que originou uma operação de resgate que envolveu também a GNR de Vila Real e a Polícia Judiciária.

Na freguesia de Águas Vivas, contudo, as opiniões dividem-se. Apesar da população evitar comentários sobre o assunto, há quem garanta que a jovem entrou no automóvel de livre vontade, até porque já conhecia, pelo menos, um dos indivíduos. Na base desta suspeita está o facto da rapariga se encontrar a estudar na cidade do Porto.

Aliás, foi este motivo que levou a Polícia Judiciária do Porto a libertar os alegados raptores, após interrogatório. É que a jovem terá mesmo confessado que não foi obrigada a entrar na viatura.

Mas, até chegarem a esta conclusão, as autoridades trataram o caso como se de um rapto se tratasse, dado que o pai da jovem já havia pedido ajuda à GNR. Além disso, o progenitor disse ter sido ameaçado com uma arma de fogo por um dos indivíduos quando tentou interceptar a viatura em que seguia a filha.

Após a viagem, o carro em que seguia a rapariga e os três jovens foi interceptado pelas autoridades junto ao cruzamento do Fejão, perto de Mondim de Basto.

Feito o interrogatório, a PJ libertou os indivíduos e assegurou o regresso da jovem a Águas Vivas. Entretanto, o pai esteve anteontem no posto da GNR de Miranda do Douro, onde formalizou a queixa contra os indivíduos, por rapto da sua filha e ameaça à mão armada.


Voltar à imprensa

Última actualização: 16 de Setembro de 2001
Responsável: Reis Lima Quarteu