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(Artigo publicado no
Público,
edição de 5 de Julho de 2000) |
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Mário Correia, um dos principais responsáveis pelas sucessivas edições do Festival Intercéltico do Porto, decidiu promover uma iniciativa semelhante na raia transmontana. A primeira edição do Festival Intercéltico de Sendim/Terras de Miranda inaugura-se no próximo dia 4 de Agosto, com a actuação do grupo local Galandum Galundaina e da banda galega Camerata Meiga, cujo folk sofisticado funde o reportório tradicional com as novas tendências da música erudita contemporânea.
Bem conhecidos dos apreciadores do género são os dois grupos que dividirão o segundo dia do festival: a Asturiana Mining Company, famosos pela animação dos seus concertos ao vivo, e a Oyster Band, de Inglaterra, que, desde 1982, lançou nada menos do que 15 discos. O último, "Here I Stand", saiu já com a chancela da editora discográfica que a própria banda criou recentemente, intitulada Running Man. O "dossier" de divulgação do festival arrisca uma tentativa de definição da música produzida por este agrupamento. "Combine-se a energia céltica dos Pogues, a agudeza de espírito de Billy Bragg e o carisma festivo dos Dexys Midnight Runners com a elegância musical dos Waterboys e já se pode fazer uma ideia aproximada do som característico da Oyster Band".
No seu terceiro e último dia, o festival regressará aos artistas locais com um encontro de gaiteiros tradicionais de Miranda do Douro e de outros concelhos vizinhos.
A par do programa principal, que decorrerá num recinto ao ar livre, o festival contará ainda com concertos na Taberna dos Celtas - onde actuarão os grupos sendinenses Picä Tumilho e SangiSulta e as bandas portuenses Mandrágora e Comvinha Tradicional - e na igreja paroquial, que receberá, no dia 6 de Agosto, o Grupo de Cantares de Sendim.
Além de animação de rua, assegurada por gaiteiros locais e pela Banda de Gaitas da Galiza, o festival, co-organizado com a Câmara de Miranda do Douro, a Junta de Feguesia de Sendim e outras instituições locais, incluirá ainda conferências, exposições e venda de instrumentos musicais, uma feira do disco, visitas a locais arqueológicos relacionados com a herança da cultura céltica, e um "workshop" para quem deseje aprender as danças dos pauliteiros.
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Última actualização: 2 de Outubro de 2000
Autor: Luís Miguel Queirós
(Público)
Responsável:
Reis Lima Quarteu