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(Artigo publicado no
Diário de Trás-os-Montes,
ediçáo de 29 de Julho de 2000) |
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No âmbito do Festival Intercéltico, aqui no Diário de Trás-os-Montes temos estado a dar divulgação aos diversos grupos participantes, conforme um livro que vai ser lançado pela organização do festival.
SangriSulta - Composição:
SangriSulta é uma expressão da língua mirandesa, mais propriamente de Sendim. É muito antiga e quase perdida, só mesmo os mais idosos a reconhecendo. O seu significado pode ser hoje em dia mal interpretado e controverso. Trata-se de um acto de piedade para com um animal doente, sangrando para uma morte rápida e menos dolorosa.
Bom, mas SangriSulta é só um nome, um nome para uma banda que quer partir para o futuro agarrada ao presente. Os SangriSulta são do interior de um país que muitas vezes o parece querer esquecer. Mas é justamente desse interior que, muitas vezes, advém a virtude. Assim, são de Trás-os-Montes, mas de um Trás-os-Montes virado para um passado mas com futuro. E os SangriSulta pouco mais querem ser do que uma forma de se olhar ou ouvir o outro lado de uma região que pertence a um país, que é de um mundo que ainda não aprendeu a aprender com o passado.
Os SangriSulta formaram-se em 1999, são portanto extremamente recentes, tendo já demonstrado no contexto do panorama musical regional que podem ir um pouco mais longe. Participaram no Festival de Rock de São Pedro da Silva, num ambiente particularmente propício ao seu estilo de música, tendo obtido o terceiro lugar e um prémio para a melhor letra. Participaram, também, no Festival de Música de Palaçoulo, tendo obtido o primeiro lugar.
Na actual formação dos SangriSulta, um primeiro destaque vai obrigatoriamente para Hélder Nobre, que toca flauta e harmónica, sendo também o responsável pela voz, cantando quer em português quer em mirandês (são da sua autoria as letras).
De realçar que a ele se deve a grande força deste projecto, no seio do qual tem vindo a pôr em prática muitas das suas ideias. Na guitarra eléctrica e guitarra de caixa, pontifica Filipe Teixeira, jovem com dezasseis anos de idade e que começou a tocar bateria apenas com oito anos, ensinado por seu tio, baterista dos SangriSulta.
Filipe Teixeira iniciou-se na guitarra por volta dos dez anos de idade, assumindo hoje influências de Steve Vai, Van Hallen, John Petrucci e Yngwie Malmsteen. É actualmente também baterista dos Picä Tumilho.
No baixo encontra-se Abílio Fernandes, que começou a tocar guitarra durante a sua adolescência, tendo passado por diversas formações e assumindo-se como o mais roqueiro da terra, com influências que nos remetem para os Deep Purple e os Led Zeppelin.
Vítor Teixeira, por sua vez, começou por aprender a tocar… latos, quando tinha dez anos de idade e, dois anos depois, já tocava num grupo de baile, embora não conseguisse chegar ao pedal do bombo e tivesse dificuldades em aguentar com as baguetes.
Por fim, Manuel Teixeira, responsável pelos teclados, também ele muito cedo iniciado nas lides da música, tendo começado a tocar aos catorze anos de idade num grupo de baile. Mais tarde, Manuel Teixeira fundou o seu próprio grupo de música de baile, no qual se integraram seu filho (Filipe Teixeira), seu irmão (Vítor Teixeira) e, mais tarde, Abílio Fernandes e Helder Nobre.
SangriSulta – um projecto em construção, enraizado na terra e com horizontes de futuro e modernidade expressiva.
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Última actualização: 2 de Outubro de 2000
Fotografia: Copyright © de
Diário de Trás-os-Montes
Autor: J. L.
(Diário de Trás-os-Montes)
Responsável:
Reis Lima Quarteu