«Das carnes o carneiro, das aves a perdiz e, sobretudo, a codorniz; mas se o porco voara, não havia carne que lhe chegara».

Assim reza a voz da sabedoria popular, atestando a importância daquele que é o rei da gastronomia transmontana. Assado, cozido, salgado ou  dependurado sob a forma de enchidos no fumeiro de todos os lares, o porco é desde há séculos a  base da alimentação dos Transmontanos. E justa homenagem lhe prestou o povo, não só multiplicando-lhe os sabores como erguendo-lhe enigmáticas esculturas graníticas, de que são exemplo as porcas da Torre, de Murça ou de Bragança.
Mas para cá do Marão moram muitos outros ricos sabores, que, como já reconhecia o Abade de Baçal, «constituem pitéu que não receia confrontos com os mundiais mais afamados».


Carlos Pinheiro © 2000