«Das carnes o carneiro, das aves a perdiz e, sobretudo, a codorniz; mas se o porco voara, não havia carne que lhe chegara».
Assim reza a voz da
sabedoria popular, atestando a importância daquele que é o rei da gastronomia
transmontana. Assado, cozido, salgado ou dependurado sob a forma de
enchidos no fumeiro de todos os lares, o porco é desde há séculos
a base da alimentação dos Transmontanos. E justa homenagem lhe prestou o
povo, não só multiplicando-lhe os sabores como erguendo-lhe enigmáticas
esculturas graníticas, de que são exemplo as porcas da Torre, de Murça ou de
Bragança.
Mas para cá do Marão moram muitos outros ricos sabores, que, como já
reconhecia
o Abade de Baçal, «constituem pitéu que não receia confrontos com os
mundiais mais afamados».