Cegonha-branca
Ciconia ciconia
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Em 1958/59, quando o Prof. Dr. Santos
Junior fez um recenseamento do número de ninhos de cegonha no Distrito de
Bragança, existiam 115 ninhos. Em 1894 restavam apenas 20. Nessa altura
iniciou-se um esforço de preservação da espécie, nomeadamente com campanhas nas
escolas e sensibilização das comunidades, e através da construção de ninhos
artificiais, até porque um dos grandes problemas com que a cegonha se debateu
foi o desaparecimento dos negrilhos, o principal suporte dos seus ninhos,
devido à grafiose dos ulmeiros. Assim, embora muito lentamente, a cegonha está
a regressar ao nordeste transmontano.
Ave de grande envergadura (entre 95 e 105
cm de comprimento), é facilmente identificável pela elegância com que voa e por
ser toda branca, à excepção das asas (pretas) e do bico e patas (vermelhas).
Construía habitualmente o seu ninho no alto dos negrilhos, mas devido ao
desaparecimento dos mesmos, utiliza torres (por exemplo a chaminé da antiga
fábrica de telha de Mirandela), postes telefónicos ou estruturas artificiais
construídas pelo homem para esse efeito. A postura, apenas uma por ano, ocorre
entre Março e Maio, e é composta por três a cinco ovos brancos. A cegonha alimenta-se
essencialmente de insectos, anfíbios e pequenos mamíferos.