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Domus Municipalis |
Concelho de Bragança, freguesia de Santa Maria
A Domus Municipalis de Bragança é por excelência o
ex-libris da cidade e certamente o monumento mais visitado e conhecido de
todo o distrito. Trata-se de um edifício único na Península Ibérica dentro da
arquitectura civil românica, englobando uma dupla funcionalidade: cisterna e
sala de reuniões do conselho municipal. À boa maneira românica, tem as paredes
graníticas, definindo um planta hexagonal, exteriormente composta de cinco
faces de dimensões diferentes: a mais extensa com 14 metros, a mais pequena com
pouco mais de três; as intermédias mede uma onze metros e setenta, outra oito e
outra seis e setenta. Na face de maior extensão abrem-se duas portas de vão
rectangular. A iluminação é efectuada por uma série contínua de janelas de arco
abatido, ao longo de todas as faces da construção. Todas as janelas têm moldura
lisa, excepto as sete colocadas a este, que possuem, interiormente, uma
arquivolta com ornatos estreliformes.
A cobertura, obra do restauro que a domus recebeu já no século XX, é em cinco
águas em telha caleira assente num vigamento de madeira, sobre um pequeno pé
direito. A cornija exterior assenta em 64 cachorros historiados. Ao longo da
cornija corre uma caleira, destinada a recolher a água da chuva, conduzida
depois por algerozes até à cisterna. Esta, construída igualmente em cantaria,
tinha planta rectangular, cobertura em abóbada de berço de três tramos marcados
por arcos torais abatidos, e um piso inclinado; ocupava todo o rés-do-chão do
edifício. Sobre o extradorso da abóbada da cisterna assenta o pavimento do piso
superior, no qual se abrem três bocas, quadrangulares, de ligação à cisterna,
uma em cada tramo desta, sendo fechadas por grades de ferro. Este primeiro piso
é ocupado por um salão único, amplo, com pavimento lajeado, com uma bancada
corrida ao longo de todas as paredes, em pedra, para assento dos membros do
conselho municipal. A cornija interior assenta sobre 53 cachorros, alguns dos
quais historiados.