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A CEGONHA 10 ANOS - 1984 A 1994 |
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Desde que em 1958/59 o Prof. Dr. Santos Junior registou pela 1ªa vez
através de um recenseamento, 115 ninhos ocupados no Distrito de Bragança, nda mais se
fez no sentido de saber ao certo o nº total de cegonhas. Foi só em 1984, que demos o primeiro grande passo na preservação desta espécie (tendo como principal animador António Pereira), fizemos o primeiro inquérito e o primeiro recenseamento que teve como consequência a edição de um caderno " A cegonha Branca no Nordeste Transmontano". Dos 115 ninhos ocupados apenas restavam 20. |

O NPEPVS em face
destes números tomou a si a responsabilidade de fazer todos os anos uma campanha de
preservação da cegonha, bem como o estudo de e evolução da cegonha branca e a cegonha
preta no Distrito de Bragança.
De 1984 a 1994, foi feito o recenseamento anual, a limpeza
e desramação das copas das árvores, editamos milhares de panfletos e autocolantes,
fizemos centenas de colóquios e palestras, fomos a todos as escolas dos locais aonde
havia cegonhas, colocamos ninhos artificiais, tratamos e cuidados de cegonhas feridas,
anilhamos os juvenis, tiramos milhares de fotografias, gastamos muitas horas de trabalho
voluntário, com o fim único de sensibilizar as populações para a a necessidade de
preservar a cegonha.
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Um dos principais problemas com que se debateu a cegonha na
construção dos seus ninhos, foi o desaparecimento dos negrilhos com a Grafiose dos
Ulmeiros, eram e ainda são o seu principal suporte dos seus ninhos. O NPEPVS, á
semelhança do que fizeram outros em França, Espanha e Portugal lançou uma campanha de
colocação ninhos artificiais, em Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e
mais recentemente em Miranda do Douro. No inicio o sucesso não foi grande mas agora
conforme os negrilhos vão caindo de podres a taxa de ocupação vai aumentando. Hoje os dados de que dispomos permitem concluir, que valeu a pena, o número de ninhos ocupados é maior, as pessoas estão mais sensibilizadas para as causas da natureza, a cegonha é mais respeitada nas aldeias e há mais pessoas a trabalhar nesta área, com mais entusiasmo e capacidade e aos mesmo tempo com mais meios. |