paroquial de Urrós. 

Urrós, é nome de origem obscura, mas provavelmente pré-romano e estará ligado á longa história desta povoação, que remonta á pré-história.

 

Embora haja sinais da presença humana, no termo que hoje pertence a Urrós, anteriores ao período neolítico, só a partir deste período é que os vestígios arqueológicos se mostram mais esclarecedores, apontando para uma real ocupação humana a partir de, pelo menos, 5.000 anos A.C. Desta altura, a principal referência, prende-se com a ocupação de algumas grutas, principalmente o Buraco dos Morcegos, a maior gruta, agora submersa pelas águas do rio Douro, onde uma boa dezena de machados de pedra, de recorte neolítico, foram recolhidos por pastores da região.

Fora da Gruta dos Morcegos e a superfície do solo, aparece cerâmica muito rudimentar, bem como mós manuais barquiformes.

 

Da época do ferro podem apontar-se algumas, e significativas, estacões arqueológicas, mais tarde romanizadas. É o caso do Picão ou Castelo de Bouça de Aires, povoado implantado no cimo de um monte, rodeado de rochedos graníticos, com nítidas preocupações defensivas. Este povoado, com a conquista dos romanos, deve ter ficado, somente, como refúgio, em caso de perigo e a população deve ter sido levada a povoar outro espaço, a pouco mais de 500 metros para norte – um largo espaço, com abundantes restos cerâmicos, mós manuais circulares e telha romana.

 

Também em Meirede ou Meiede há restos de um castro, localizado junto ao Douro, também amuralhado e romanizado. Do período do ferro, um dos mais expressivos povoados é o conhecido Castelo de Oleiros, amuralhado, nas arribas do Douro, sobressaindo, aqui, uma série de pequenos túmulos poligonais, em falsa cúpula, com pequena e cuidada abertura, que era tapada com lages apropriadas.

 

Urrós e seu termo, foi um significativo foco de romanização desta região. Os romanos contariam com actividades de exploração agrícola e mineira (são conhecidas as minas de cal que eles exploraram). Meixide, a sul de Urrós, terá sido o seu principal núcleo ou centro de ocupação, abrangendo uma vasta área, infelizmente destruída pela plantação da oliveira e vinha. Aqui aparecem inúmeras moedas romanas, abundantes restos cerâmicos, desde grandes recipientes, até á fina terra sigiláta; também muitas escórias de ferro, restos de construções de casas, um precioso anel de bronze e algumas fíbulas do mesmo metal. 

 

Ainda no termo de Urrós e perto da Capela de S. Facundo ou Fagundo, aparecem restos de um povoado, com vestígios romanos, particularmente estelas funerárias, recolhidas no museu Abade de Baçal de Bragança. Perto das ruínas desta capela românico-gótica (séc. (XII e XIII), aparecem várias sepulturas medievais, tal como acontece perto da Igreja

 

Artigo:Prof Hermínio Bernardo