pinheiro,
antónio
PINHEIRO,
António
Foi o quarto bispo de Miranda.
Nasceu em Porto Mós. Desde
muito cedo se revelou com grandes capacidades, pelo que D. João III,
sabendo disso, mandou-o estudar para Paris, no Colégio de Santa Bárbara,
de que era reitor o Dr. Diogo de Gouveia.
Depressa passou de aluno a mestre, ensinando o livro terceiro
das Orações de Quintiliano, que mais tarde ilustraria com eruditos
comentários. Entretanto
D. João III, chamou-o ao reino e nomeou-o mestre dos moços fidalgos
que frequentavam o paço. Numa fase posterior seria encarregado
exclusivamente da educação do príncipe D. João.
O referido monarca acabaria por nomeá-lo seu capelão,
pregador, conselheiro, cronista-mor do reino, substituindo Fernão de
Pina. O monarca encomendou-lhe a biografia de seu pai, D. Manuel. Foi
também guarda-mor do arquivo real, visitador e reformador da
universidade, cargo que exerceu até 1565.
Foi "doutíssimo e mui erudito em letras humanas",
grande orador e latinista exemplar.
Não se conhece, em rigor, a data da sua nomeação para Bispo
de Miranda, pressupondo-se que tenha sido imediatamente a seguir à
morte de D. Júlio Alva (1564?).
Sabe-se que entrou no governo da Diocese em Janeiro de 1566. Em
1579 foi transferido para a Diocese de Leiria, substituindo D. Frei
Gaspar do Casal que fora transferido para Coimbra (em 27.11.1579).
Dizem as crónicas que D. António Pinheiro "tão notável pela
sua ilustração como pelas suas virtudes", deu provas de grande
zelo e virtude, nunca abandonando o seu rebanho espiritual, senão em
circunstâncias imperiosas. Por
exemplo, aquando da expedição de D. Sebastião à África, D. António
Pinheiro, deslocou-se à corte, para convencer el-rei a não partir.
Igualmente se deslocou a Madrid, tentando convencer Filipe II a
não invadir Portugal. Faleceu em Lisboa em fins de Outubro de 1582.
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