santo,
gabriel augusto do espírito
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SANTO,
Gabriel Augusto do Espírito
Nasceu em Bragança, em 8.10.1935. Seguiu a carreira
militar, foi promovido a general em 23.1.1991 e em Abril de 1997 foi
nomeado Chefe do Estado Maior do Exército.
Possui o Curso de Artilharia da Escola do Exército, os Cursos
Geral e Complementar de Estado-maior e o Curso Superior de Comando e
Direcção do Instituto de Altos Estudos Militares.
Possui, ainda, o Curso de Comando e Estado Maior do Brasil, o
Curso do Colégio de Defesa da OTAN (57.' Curso) e os Cursos de
Planeamento de Forças e de "Armaments Procurement", no
IAGB-OTTOBRUN-Alemanha. Ao
longo da sua carreira prestou serviço em várias Unidades,
Estabelecimentos e órgãos do Exército e das Forças Armadas,
nomeadamente no Regimento de Artilharia Pesada n.' 2 e na Escola Prática
de Artilharia, como Subalterno, onde foi Instrutor. Promovido a Capitão, foi Comandante de Bataria na Escola Prática
de Artilharia e no Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de
Cascais. Colocado no
Estado Maior do Exército, foi Adjunto da repartição do Gabinete do
General do Estado Maior do Exército, Adjunto da 5.' Repartição e,
mais tarde, acumulou com as funções de Professor no Instituto de
Altos Estudos Militares. No
posto de Major, foi Adjunto do Comandante da Região Militar Centro e
posteriormente Adjunto de Repartição na Direcção da Arma de
Artilharia. Colocado no
Quartel General da Região Militar de Lisboa, foi Chefe de Repartição,
tendo sido nomeado posteriormente Assessor Militar da Casa Militar da
Presidência da República. Na
Escola Prática de Artilharia, no posto de Tenente-Coronel, exerceu as
funções de 2.' Comandante. Ainda
naquele posto e no de Coronel, foi Adjunto Militar do Gabinete de
Planeamento e Chefe do Gabinete de Planeamento no Instituto de Defesa
Nacional. De novo no
Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais, no posto de
Coronel, foi nomeado Comandante.
Colocado no Instituto de Altos Estudos Militares, desempenhou
as funções de Chefe da 1.' Secção de Ensino e foi Professor. No posto de Coronel foi nomeado Assessor de Estudos do Colégio
de Defesa NATO, em Roma, sendo o primeiro militar português a
desempenhar estas funções. Regressando
ao Estado-Maior do Exército, após concluído o CSCD, chefiou a 3.'
Repartição/EME e, após a sua promoção a Brigadeiro, foi nomeado
Chefe de Gabinete do General Chefe do Estado Maior do Exército, de
1987 a 1991. Após a sua
promoção a General, foi nomeado Representante Nacional Permanente no
Comité Militar da OTAN, cargo que desempenhou desde 29 de Abril de
1991 até 1994. Colocado
no Estado Maior do Exército, exerceu as funções de
Quartel-Mestre-General, cargo que desempenhou desde 06 de Maio de 1994
até 07 de Setembro de 1995. Actualmente era o General Vice-Chefe do Estado Maior do Exército,
funções que desempenha desde 23 de Junho de 1995. Cumpriu duas Comissões de Serviço no ex Ultramar Português,
uma em Moçambique, como Capitão, comandando uma Bateria, outra em
Angola como Major, em funções de Estado Maior.
Da sua folha de serviço constam 21 louvores, dos quais um
concedido pelo Presidente da República, dois pelo Chefe de Estado
Maior General das Forças Armadas, quatro pelo Chefe do Estado-Maior
do Exército e 8 por Oficias Generais.
Possui várias condecorações, de que se destacam 4 medalhas
de Ouro de Serviços Distintos, a Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma, a Medalha de Prata de Serviços Distintos, as
Medalhas de Mérito Militar de 1.ª e 2.ª classes, a Medalha de Ouro
do Comportamento Exemplar e a Medalha de D. Afonso Henriques - Patrono
do Exército, de 2.' classe. Possui,
ainda, entre outras, o grau de Comendador da Ordem Militar de Avis, a
Grã-Cruz da Medalha Militar de Mérito da República Federal Alemã,
a Medalha de Mérito Militar do Exército Brasileiro - Grau de
Cavaleiro, a Medalha de Mérito Militar de 1.' classe do Exército de
Espanha. Em Março de
1998, foi nomeado chefe do Estado Maior general das Forças Armadas.
O bragançano general Gabriel Espírito Santo foi o nome apontado pelo Governo para assumir o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).
A proposta não foi bem recebida pelo General Aleixo Corbal - que exercia interinamente as funções de CEMGFA, na sequência da exoneração do almirante Fuzeta da Ponte. O general já anunciou a sua demissão de Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, pouco depois de conhecida a decisão governamental.
Ficam, assim, por concretizar as aspirações da Força Aérea Portuguesa (FAP) em ter Aleixo Corbal como CEMGFA, dado que a sua escolha iria obedecer ao princípio de rotatividade naquele cargo, posto em prática nos últimos anos. Depois do Exército e da Marinha, as chefias da FAP consideravam que era a sua vez de ocupar a chefia do Estado-Maior General das Forças Armadas, tanto mais que Aleixo Corbal, ao assumir o cargo interinamente, era dado como o sucessor natural de Fuzeta da Ponte.
Aos 62 anos, o general Gabriel Espírito Santo atinge o topo da carreira militar como CEMGFA, abandonando a chefia do Estado-Maior do Exército, para a qual foi nomeado em 17 de Abril de 1997. Segundo a legislação em vigor, o general bragançano vai desempenhar o cargo até aos 65 anos, limite da passagem à reforma dos oficiais-generais de 4 estrelas.
UMA ASCENÇÃO RELÂMPAGO
Natural de Bragança, mais concretamente, da freguesia de Santa Maria, onde nasceu a 10 de Outubro de 1935, Gabriel Espírito Santo fez no Porto o curso do Liceu, que concluiu com 18 valores.
Aos 18 anos ingressou na Escola do Exército e aos 22 anos era alferes, sendo colocado durante 20 dias no Regimento de Infantaria da Serra do Pilar. Após algumas comissões de serviço em Angola, regressou em 73 e foi colocado no Estado-Maior do Exército, em Lisboa, sendo também professor do Instituto de Altos Estudos Militares.
Encontrava-se nessa situação no 25 de Abril de 74, a que aderiu e apoiou, pertencendo, em 75, ao grupo de oficiais da Região Militar do Centro.
Em 75 regressa à capital, tendo sido colocado no Quartel General da Região Militar de Lisboa, comandado durante algum tempo pelo general Vasco Lourenço, no contexto do confronto militar, que teve como ponto alto o 25 de Novembro de 75.
Gabriel Espírito Santo integrou ainda, como major e depois como tenente-coronel, a Casa Militar do Presidente da República Ramalho Eanes, em 76 e 77.
De 85 a 87, o militar bragançano chefiou a Secção de Informações Militares da 5ª Repartição do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Em 1987 foi promovido a brigadeiro e depois de ter sido Chefe de Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército, ascendeu ao posto de general, em 1991.
Em 17 de Abril de 1997 foi nomeado Chefe do Estado-Maior do Exército e seleccionou este jornal para a sua primeira entrevista aos órgãos de imprensa (MB 8/05/97).
No passado dia 10 de Dezembro de 97, o general Espírito Santo regressou às origens, vindo a Bragança para visionar o exercício de preparação da Brigada Aerotransportada Independente "TEJO´97", que, em Janeiro passado, partiu para uma missão internacional na Bósnia-Herzegovina.
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