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No
dia de Natal a população sai à rua para cumprir a tradição. O
Soldado, a Sécia e os Velhos mascarados, logo de manha saem da casa
da mordoma para a diversão e tirar a manda que reverte a favor do
Altar de Nossa Senhora.
A escolha dos rapazes é feita de forma sigilosa, já
que o secretismo é uma das condições para animar a festa, uma
tradição que dá azo à imaginação e, até, a algumas apostas.
A Sécia, sempre protegida pelo Soldado, leva ao colo uma boneca
para simular um bebé.
A Sécia vai sendo assediada pelos rapazes com mais coragem, já que
o valente Soldado, para proteger a sua dama, vai atirando valentes
“cinturadas” com um cinto de cabedal grosso. Pelo meio há
palavras obscenas e provocatórias: “Maria vais com todos sua galdéria
”. A isto o soldado reage com pancada para limpar a honra, já que
a intenção da rapaziada é “roubar a Sécia ao soldado”.
O velho e a velha procuram manter a ordem pública durante o cortejo.
De cajado na mão, vão perseguindo os provocadores e limpando a rua
das bexigas de porco cheias de ar, que servem para os atazanar.
Apesar do esforço em manter a tradição, os mais antigos dizem que
a festa “já não é o que era, visto que foram introduzidos novos
elementos e as vestes e máscaras já não são tão genuínas”. |