TRAÇA NA OLIVEIRA

A traça da oliveira encontra-se distribuída em todos os olivais do mediterrâneo. Há necessidade de tratar esta praga porque, pelos prejuízos que causa, reduz a produção.

Assim:

1-    Desde o Outono do ano anterior até aos princípios da Primavera, ataca as folhas formando galerias e, na fase final, roi os rebentos (fig. 1).

2-    De Abril a meados de Junho alimenta-se de botões florais e de flores, destruindo-os (fig. 2).

3-    Entre finais de Junho e fins de Outubro ataca o caroço da azeitona, do qual se alimenta, provocando a sua queda.

Fig   1-Galerias nas folhas e por fim a lagarta rói os rebentos

Fig.   2- Botões florais

 

Importância económica

 

A traça da oliveira apresenta três gerações:

Na primeira geração ou geração filófaga, alarva na sua fase final, sai da galeria, rói os botões e corta as gemas dos rebentos, provocando estragos.

Nesta fase, em que a lagarta se encontra fora da galeria e desprotegida, o tratamento é eficaz (Fig. 1), devendo ser realizado no caso de olivais jovens e muito atacados. 

A segunda geração ou geração antófaga, pode comprometer a produção de um ano se o ataque for muito forte e o número de botões florais e o numero de flores por botão, for baixo. A queda das flores é muitas vezes devido ao tempo instável da Primavera e não por causa do ataque da praga (Fig. 2)

A terceira geração ou geração carpófaga é a mais prejudicial porque ocasiona a queda do fruto. No inicio do Verão a lagarta penetra no fruto, introduz-se no caroço, alimenta-se do seu interior e, no Outono, abandona-o, saindo junto ao pedúnculo. Há, assim, duas quedas de fruto: uma quando a lagarta entra e outra, quando ela sai (Fig. 3).

 

 

Nos anos em que a população é elevada e a Primavera é amena, a segunda geração poderá ser tratada para reduzir a população da terceira geração. A geração que normalmente se combate é a terceira geração, mas só quando há necessidade.

Nos anos, em que as Primaveras são muito chuvosas, os ataques são reduzidos, porque grande parte da população primaveril morre.

Fig.  3- Ataques no fruto

 

As substâncias activas homologadas para o seu combate são as seguintes:

        Bacillus thuringiensis (Substância biológica),

        Carbaril, dimetoato, fentião e malatião.

       

 

©  Calisto, A.A.        5200.090-Bruçó        Agosto  2000

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