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Neste Natal compre em Bragança no Comércio
tradicional
Uma recomendação da ACIB
Nesta quadra natalícia a Associação
Comercial de Bragança, ACIB, promoveu uma forte campanha em
prole do Comércio tradicional que de algum tempo a esta parte,
tem sido alvo duma concorrência forte e desgastadora por parte
das grandes superfícies comerciais que se instalaram na cidade.
Sem dúvida que estas superfícies não se identificam com a
nossa região, com a nossa forma de estar na sociedade, são
estranhas e no aliciamento de preços baixos, levam muita gente a
comprar coisas inúteis ou supérfluas.
Em conferência de imprensa Jorge Gomes,
Presidente da ACIB alertou para a necessidade dos consumidores
comprarem em Bragança como forma de ajudar ao desenvolvimento da
Região. Por outro lado a campanha da ACIB recomendada aos
Bragançanos: "Garanta o futuro dos seus filhos, no Porto e
em Espanha, já o têm garantido.
Do vasto programa que a ACIB dinamizou,
tornando este Natal mais alegre e voltado, sobretudo, para as
crianças, destaca-se a iluminação e animação das ruas e
várias campanhas promocionais. Algumas novidades têm sido um
sonho de Natal para crianças e adultos como as casinhas do Pai
Natal, estruturas tipo Stand com quadros de bonecos animados e
músicas temáticas, duendes a trabalhar na produção de
brinquedos, árvores musicais, espectáculos, cartazes, o Taxi
Vip Comercial, um elegante, espaçoso e diferente taxi do tipo
inglês, decorado e tripulado por dois figurantes trajados de
Duendes, auxiliando clientes esporádicos carregados de compras,
autocarro decorado para ir buscar as pessoas aos bairros, ofertas
alusivas ao Natal, enfim um sem número de actividades
natalícias.
Por isso, correspondendo ao apelo da
Associação Comercial e Industrial de Bragança, ACIB, compre no
comércio tradicional
J. FLAIRE TEM
NOVAS INSTALAÇÕES
A conhecida firma de Bragança,
J. Flaire, instalou-se
definitivamente na Zona Industrial - Alto das Cantarias em
Bragança.
Neste momento, já pode responder às inúmeras
solicitações dos seus clientes, tem um explêndido espaço
estéticamente bem conseguido, não deixando ficar mal os seus
créditos de bem servir, quem dele necessita e são muitos os
automóbilistas que diariamente ali se deslocam para verem
resolvidos os seus problemas e das suas viaturas.
Parabéns à Firma J. Flaire que soube expandir
o seu negócio. Que o futuro lhe sorria.
Tentação do Natal
As montras lá estão naquela oferta mágica,
onde as estrelas brilham mais que o sonho, na tentação do
presente onde caibam todas as emoções. A oferta do Natal grita
de longe a todos aqueles que sobem à montanha do desejo:
- Se comprares dar-te-ei toda a felicidade
do mundo envolta em papel de fantasia e com um laço arrancado
às cores do arco-íris!
Os pobres passam e a tentação persiste,
alucinante, naquele chamamento de quem sabe que o Natal é só
uma vez por ano. E depois a filha está tão doente, morrendo de
febre naquele casebre da encosta onde a neve tão alva só deixa
marcas de sofrimento e ela queria tanto uma boneca para a afagar
na ternura dos seus braços!
- Se comprares dar-te-ei toda a felicidade
do mundo envolta em papel de fantasia e com um laço arrancado
às cores do arco-íris!
O Natal passou e a tentação foi maior, agora
o merceeiro não fia o pão nosso de cada dia, a prestação no
Banco, do automóvel, da casa é um pesadelo, na avareza do
capital.
Quando voltará a ser Natal?! O Natal dos
pobres onde só exista a gruta, o Menino, sua mãe, José o
carpinteiro, os pastores mais humildes e uma ovelha balindo?!
Porque este Natal é um logro, onde os ricos roubam os
pobres...piedosamente...com votos de Boas festas e Feliz Ano
Novo!
FC
Boas Festas
Já vai ser a meia noite. Os
sinos tocam anunciando pelas quebradas dos outeiros que a paz
ainda é possível à beira da nossa casa em construção. É
Natal feito à medida do nosso natal, inventado ontem e ontem e
hoje e sempre na plenitude do lume acesso na candura do nosso
querer.
Patriarcais festas se fazem por
todo o lado nesta crença maior da imortalidade, enquanto nós
fazemos tão somente as boas festas do coração na simplicidade
de estar perto dos montes, os mesmos que ouviram os pastores
cantando glória a Deus nas alturas, a caminho de Belém. E o
musgo e as estevas e as giestas e os medronhos plenos de Natal
são os mesmos que fazem o nosso Natal para sempre.
Por isso, Boas Festas para
sempre, as festas dos nossos sentimentos que iluminam a cidade no
esplendor do único Natal que existe, o Natal dum homem e duma
mulher que vindos dos confins do segredo de Nazaré disseram ao
mundo da grandeza da divindade. E o ser divino é tão somente o
homem que se transcende no encontro imaterial do amor e permanece
neste estado de graça e na pureza original do primeiro beijo.
Boas festas pela grandeza do teu
estar à beira deste Natal onde o frio já não existe na
urgência de aquecer a cidade, nesta catedral mais genuína do
nosso coração onde sempre têm lugar aqueles que estão na
soleira da porta da vida reclamando o conforto da lareira.
Boas festas pelo teu sorriso
imaterial capaz de brilhar na noite mais escura como a estrela
que disse aos magos vindos de estranhas paragens que a Salvação
tinha descido ao povoado para conforto de todos os que amam na
certeza do amor.
Boas festas, no calor da nossa
casa, onde a lareira arde na urgência do cheiro das couves
cozidas, do aroma dos filhós e dos sonhos com mel que têm que
esperar na pressa deste beijo infindo que é de sempre e
permanece para sempre no espírito deste Natal.
Por isso, hoje não vamos à
horta, só saímos de casa à meia noite em ponto para que a
Missa do Galo não espere, pois o amor não pode esperar,
personificado na candura dum Menino despido que olha enamorado a
beleza duma mulher sempre virgem e sempre mãe.
Enquanto senta-te aqui no
escano, põe o xaile por causa do frio, ajeita o lume e deixa-me
dormir no teu colo de companheira, amada, mulher, para quando
acordar na magia de cada dia te possa dizer:
- Boas Festas, bom Natal porque
é o nosso Natal e basta fechar os olhos um bocadinho para o
nosso Natal começar, o mesmo de sempre, trazido nas asas do
sonho mais bonito que alguém sonhou.
Os sinos já tocam, os nossos
sinos, do nosso Natal com pinheiros, caminhos desenhados nos
montes mais altos, e a nossa casa é de Natal, a mesma da gruta
de Belém ali mesmo à beirinha do amar:
- Boas Festas. As nossas! -
F.C.
Memórias do Natal
O Natal já se fazia adivinhar no fulgor dos
medronhos que nos montes ornamentam a paisagem naquele vermelho
vivo fazendo lembrar morangos silvestres que a natureza oferece
aos pobres para os consolar das agruras da vida. Os medronhos
surgem no Inverno, milagrosamente, dando um ar festivo à rudeza
das escarpadas e servindo para enfeitar o Presépio na penúria
da escassez doutros enfeites. E então é ver, na Missa do galo,
a garotada cobiçando os medronhos que se riem nuns lábios
vermelhos de enfeitiçar luxuriosamente todos os pacatos
habitantes das aldeias sertanejas.
- Minha mãe, quero um medronho!
- Cala-te que o Sr. Padre ainda te bate! Os
medronhos são do Menino Jesus!
Mas a mordoma do Natal não resiste àqueles
olhos meigos, dos garotos, fascinados pelos fios de ouro e pelo
vermelho chamativo dos medronhos e dá um fruto rubro, como uma
brasa, a cada garoto que os vão comendo devagar para que durem
uma eternidade naquele sabor agridoce que veio do céu como
dádiva do Menino Jesus.
Na noite do Natal, à meia noite em ponto, diz
a lenda sempre certeira, que o diabo barre todos os montes e
descampados levando consigo todos os medronhos para os confins do
Inferno.
Pois, como estava a contar, o Natal não
tardava e a taberneira da aldeia, à falta de clientes,
entretinha-se a fazer o último produto da diversidade do fumeiro
transmontano. As bexigas dos porcos e as tripas mais largas já
estavam bem lavadas e repousavam agora em água com aguardente e
louro para ficarem sem cheiro.
Enquanto preparava os ossos, ainda com carne,
que ficaram em adoba quarenta e oito horas, alguém bate à porta
apressadamente:
- Abra, mulher, abra depressa!
A taberneira abriu o postigo e reconheceu um
amigo de Bragança, gente importante que não podia esperar na
rua, numa noite de geada e frio de rachar.
- Entre homem de Deus, que fará por aqui a
estas horas!
- Entre Sr. General aqui estaremos em
segurança e esta gente é de confiança.
Disse o homem de Bragança impondo, na atitude,
grande mistério e segredo à taberneira que não se atreveu a
fazer qualquer pergunta.
O General era um homem alto que se fazia
clandestinamente a Espanha perseguido por Salazar e a sua
Polícia Política que espreitavam na fronteira avaros do rio e
ciosos que ninguém se fizesse furtivamente ao outro lado da
margem.
O General na austeridade do seu porte
aparentava uma bondade singular que lhe aflorava num sorriso
meigo quase de criança:
- Então que se come hoje?
Perguntou a taberneira servindo sem mais
delongas dois grandes pratos de sopa de hortaliça onde toda a
tarde tinha fervido um osso de presunto velho.
O general repetiu a sopa consolado como se
tivesse fome de alguns dias, depois, o homem de Bragança
perguntou à taberneira:
- Como estão as alheiras e as chouriças?
- Estão no ponto de assar!
- Então assa alheiras, chouriças e um
salpicão...o salpicão embrulha-o numa couve e mete-o no
borralho que fica um petisco.
A taberneira sorrir daquele despudor do homem
de Bragança em querer ensinar o Padre nosso ao Cura, ou seja em
ensinar a cozinhar a taberneira mais experiente das redondezas.
As alheiras choravam nas brasas num grande
pranto de azeite, enquanto as chouriças ficavam louras e
cheiravam que era um regalo.
O general comeu de tudo colocando a alheira e
as chouriças em cima de grandes nacos de pão centeio, depois
deliciado com o manjar comentou tristemente para o amigo de
Bragança:
- Amigo, já passo morrer em paz que já comi
do manjar dos Anjos, nestas terras ainda se come, em Lisboa já
só se entretém a fome.
Entretanto a taberneira começou, para
aproveitar o tempo, a meter os ossos com alguma carne nas bexigas
e nas tripas e o general ficou curioso deste estranho produto e
timidamente perguntou:
- Como se chamam esses chouriços?
A taberneira riu numa gargalhada límpida como
o cristal de semelhante ignorância:
- São os botelos, então o Sr. General não
conhecia os botelos?!
- Não, não conhecia...Estamos sempre a
aprender!
- Pois passe por cá, lá para o Entrudo que eu
cozo-lhe um botelo com cascas secas de feijão, umas batas, uma
cebola cozida e um fiozinho de azeite e depois o Sr. General
dir-me-á se é petisco ou não.
- Está bem...se Deus quiser...e a minha boa
estrela ajudar cá virei pelo Carnaval comer esse petisco.
Disse o general numa tristeza de morte.
- Vamos general...temos que passar a fronteira,
pelo rio, antes que a Guarda faça a ronda da noite, enquanto
estão entretidos com a ceia.
O general vestiu um capote enorme, pôs um
chapéu enterrado até às orelhas e despediu-se demoradamente,
até ao Entrudo.
Quem seria este general?
A taberneira jurou que o amigo de Bragança lhe
tinha chamado Humberto Delgado...Seria? Ou seria outro Humberto
Delgado qualquer fugido aos esbirros do regime. Ninguém sabe.
Contudo a taberneira guardou o melhor botelo, até ao Carnaval,
na esperança que o general misterioso voltasse, só que nunca
mais voltou.
Fernando Calado
PIONEIROS DE BRAGANÇA
EVOLUÇÃO DE UM CLUBE DE FUTSAL
Ninguém tem dúvidas de que o desporto é uma
das melhores formas de ocupar o tempo livre e de fazer exercício
físico.
Desde os tempos mais remotos, que o homem tem
pela prática desportiva uma atenção especial, não só como
participante activo, mas também como espectador atento.
Longe vão os tempos em que a actividade
desportiva se limitava a encontros de ocasião e, muitas vezes,
sem regras próprias nem torneios devidamente organizados.
Houve pois, que implementar uma certa
organização e fomentar encontros desportivos de forma a que os
atletas desenvolvessem as suas aptidões para esta ou aquela
modalidade ou disciplina desportiva.
Para isso tornou-se necessária a criação de
grupos mais ou menos organizados aos quais se daria o nome de
clubes ou associações desportivas.
Embora poucos de início, até porque os
dirigentes não eram muitos, os clubes ou associações
desportivas foram-se multiplicando e a sua evolução fez-se
sentir a todos os níveis.
Hoje em dia não há cidade, vila, aldeia, ou
até bairro, que não tenha a sua associação ou clube
desportivo, com os seus próprios associados e praticantes. E
não há atleta que se consiga fazer sozinho, nem tão pouco
possa competir isolado, salvo raras excepções. Para evoluir e
participar como elemento activo, o atleta praticante precisa de
estar inserido num grupo ou ligado a uma organização
desportiva.
As colectividades desportivas, são, com
efeito, as grandes protagonistas do desenvolvimento desportivo de
uma sociedade, arrastando consigo, muitas vezes, outros centros
de interesse social e cultural. Para tal, devem estar devidamente
enquadradas no meio a que pertencem e com objectivos definidos.
No nordeste transmontano em geral e em
Bragança em particular, são já em bom número as
colectividades que têm como objectivo principal o fomento
desportivo.
Nos últimos tempos e na sequência da
introdução do futsal na região, cuja dinâmica pertenceu
inteiramente à Associação de Futebol de Salão de Bragança,
sediada em Moncorvo, surgiram no distrito de Bragança alguns
novos clubes que se propuseram fazer um trabalho válido ao
nível da nova modalidade, o Futsal.
Na capital nordestina, surgiu, no verão de
1993, um novo clube, de seu nome, PIONEIROS DE BRAGANÇA
FUTSAL CLUBE, o primeiro que na cidade de Bragança se
dedica, exclusivamente à prática dessa modalidade de futebol.
Com uma dinâmica própria e dedicação ao
clube, utilizando uma estratégia eficiente, os responsáveis
pelos Pioneiros de Bragança depressa conseguiram bons
resultados.
Militando desde essa altura na Divisão de
Honra, a divisão mais importante do Futsal nacional, a turma dos
Pioneiros de Bragança conseguiu êxitos consecutivos.
Neste ano de 1997, o Futsal e as equipas que o
praticavam, foram integradas no Futebol de Cinco, coordenado pela
Federação Portuguesa de Futebol.
Apesar da nova experiência, pois trata-se de
um futebol mais rápido e com outras regras, os Pioneiros têm
demonstrado capacidade para estar entre os 6 primeiros
classificados da serie A da 1' Divisão Nacional.
Perante isto, não há dúvida em se poder
afirmar que, pelo trabalho já feito, os Pioneiros de Bragança
estão de parabéns e bem merecem o apoio da cidade e das
instituições oficiais e particulares, até porque também
dedicam um especial carinho à formação das comadas jovens, com
destaque para a equipa feminina que, por diversas vezes, foi
campeã distrital da modalidade.
A HISTÓRIA DO SÍMBOLO
A criança, como muitas outras, adorava jogar
à bola.
Certa tarde de domingo, por entre muitos
toques, ela escapou-se-lhe e num voo rasante foi embater na
janela da sala estilhaçando o vidro.
Apesar do medo que sentiu da mãe, o menino
entrou em casa a correr e foi ver o resultado da sua inocente
brincadeira. A bola jazia no chão e o vidro da janela, como era
esperado, estava partido. Só que o buraco no vidro tinha uma
configuração estranha.
Quanto mais se aproximava da janela partida,
mais lhe parecia que já tinha visto aquelas formas em qualquer
lugar. Subitamente, o menino lembrou-se da aula de Geografia. A
professora havia-lhe mostrado um mapa do distrito de Bragança e
aquele buraco era mesmo, mesmo parecido...
Esta história foi apenas um pretexto para que
o símbolo dos PIONEIROS DE BRAGANÇA FUTSAL CLUBE
seja compreendido.
O APELO
Os PIONEIROS DE BRAGANÇA FUTSAL CLUBE apelam
à população brigantina e às entidades locais que apoiem este
jovem clube que tantas alegrias tem dado aos seus adeptos e que
provou que tem características ganhadoras.
Os PIONEIROS DE BRAGANÇA são
verdadeiros embaixadores da cidade, já que levam o seu nome mais
longe, seja através da comunicação social, seja pelas suas
deslocações. Os PIONEIROS pretendem, entre outras
actividades de interesse, ser uma escola para jovens,
incrementando neles o desportivismo tão importante para a
componente de formação social e moral.
Os Pioneiros, gostaríam, que todos os
brigantinos estivessem do seu lado em todas as iniciativas, que
terão como alvo a mobilização e sensibilização da
população em geral e os associados em particular, para este
clube de Futebol de Cinco.
O. B.
Tragédia em
Vila real acidente de viação
mata jovem estudante
Orlando Jorge Afonso Silva, de 25 anos de
idade, filho do casal que possui o conhecido Restaurante
"Restaurador", na Av. Abade Baçal em Bragança, foi
alvo de um fatídico acidente na IP4, quando se deslocava para o
Porto, cidade onde se encontrava a estudar no último ano de
Economia.
A cidade de Bragança, ficou mais pobre com a
perda deste jovem que a morte ceifou na flor da idade. A
manifestação de pesar foi grande, Vinhais foi pequena para
acolher todos quantos lhe quiseram manifestar o seu pesar e o
acompanharam à última morada.
A amizade que grangeou ao longo dos anos em
Bragança o "Zé do Restaurador" nome por que é
conhecido o pai de Orlando, assim como a sua própria simpatia,
foi demonstrada na grande solideriedade que toda a gente prestou
a esta família enlutada.
A Revista Amigos de Bragança, presta homenagem
ao malogrado jovem e à família, nesta hora de dor.
As mais sentidas condolências.
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